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Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

08
Set13

Ansiedade e Aviao rumo ao Porto

Fernando Neto

Mais um pequeno passo em frente.



Consegui encontrar coragem e resolvi comprar um bilhete de avião para o Porto.

Tinha consulta de pré-transplante para Segunda e o voo estava reservado par o sábado, isto já a pensar que se eu não conseguisse entrar no avião tinha tempo para poder ir de carro. Tudo a correr bem e no sábado de manha resolvi tomar meio comprimido “Diazipan” para ver se o sistema nervoso não destabilizava muito.

Cheguei ao aeroporto de Faro e ate aqui tudo normal, não estava muto nervoso! A pior situação foi quando comecei a subir as escadas para o avião. Aqui hesitei por uns segundos, mas pensei que tinha que tentar e enfrentar esta situação. Sentei-me e os nervos dispararam precisamente quando o avião começou a se deslocar para a pista,felizmente não deixei que a parte mental vencer e tentei distrair-me. Durante o voo houve alguns momentos de preocupação, mas tentei concentrar-me a ler a revista que trazia comigo. Como o voo e muito curto, dentro de poucos minutos já estávamos a sobrevoar Lisboa e minutos mas tarde já estávamos a preparar para a aterragem.

No voo de retorno, foi um pouco mais fácil, mas existiram momentos de preocupação. Quando as portas do aviao fecharam e durante o voo. Desta vez resolvi colocar os auscultadores e ouvir musica para me ajudar a não pensar no assunto.

 

Resumindo a historia, consegui ir e voltar sem ter que sair do avião em lágrimas! Não foi fácil, mas também não foi muito difícil! Não considero que venci o “medo”, mas para mim foi positivo e pelo menos já posso dizer que andei de avião. Penso que foi mais um passo em frente!

 

Pormenores:

  • reservar um lugar no avião, assim já sabemos que temos um lugar marcado.

  • Ficar em ultimo e não estar de pé na fila de espera a entrada da porta.

  • Ser o ultimo a entrar no avião.

  • Levar uma revista interessante para ler.

  • Ouvir musica para me distrair.

  • tenho tido varias consultas com a psicóloga para vencer este obstaculo.

 

Os comprimidos, ainda estou um pouco na duvida sobre quanto eles ajudam. Noutra situação eles ajudaram, pois eu senti os efeitos em poucos minutos, mas também já notei que quando o sistema nervoso dispara, não há quantidade de comprimidos que consigam anular os efeitos de ansiedade!

Pelo menos ajudaram mentalmente! Lol

 

 

Cidade do Porto

 Aqui estou feliz, com os pés bem firmes em terra!


Deixo aqui um artigo que talvez possa ser interessante para quem tem este problema, neste caso esta relacionado com a insuficiência renal e a diálise.

 

 

Artigo retirado da pagina do Facebook de : Dicas de Hemodiálise e Transplantes Nevakubo

 

 

ANSIEDADE E O PACIENTE RENAL CRÓNICO:

A ansiedade é um estado caracterizado por sentimentos subjectivos de antecipação, temor ou apreensão, ou por um senso de desastre eminente ou morte, associados a vários graus de excitação.

A ansiedade é um estado caracterizado por sentimentos subjectivos de antecipação, temor ou apreensão, ou por um senso de desastre eminente ou morte, associados a vários graus de excitação, levando a alterações de comportamento, dificultando no aprendizado e na recuperação quando tratando-se de pacientes com doenças crónicas, como a insuficiência renal crónica.

Em todas as doenças crônicas a ansiedade se faz presente, portanto na doença renal ela pode surgir de dois fatores: da cronicidade da doença e do tratamento e suas consequências físicas, psicológicas e sociais. As perdas tanto efetivas quanto as possibilidades de perdas podem desencadear a ansiedade no paciente.

As doenças crónicas podem surgir de condição aguda, aparentemente insignificante e que se prolonga através de episódios de exacerbação e remissão. Embora seja passível de controle, o acúmulo de eventos e as restrições impostas pelo tratamento podem levar a uma drástica alteração no estilo de vida das pessoas.

O medo da morte que o paciente sente é um dos fatores que mais preocupa a equipe, pois este gera ansiedade e prejudicar o prognostico do pacientes. A máquina é vista com sentido ambíguo, ao mesmo tempo que ela restaura a vida pode tirar a vida.

O tratamento do paciente renal é estressante e desgastante e não se tem a possibilidade de cura, o paciente passa a questionar se vale a pena tanto sofrimento, sabendo que irá morrer, isto gera ansiedade e desmotivação para com o tratamento. Porém, o tratamento é necessário, pois é vital para a manutenção da vida.

Após o diagnóstico o paciente enfrenta a acentuação dos sintomas clínicos advindos da doença, passa por hospitalização para procedimentos cirúrgicos como implantação de cateter e confecção da fistula para realização da hemodiálise, até experienciar o tratamento propriamente dito, com frequência de 3 a 4 horas da máquina de diálise. Este período gera inseguranças, medos e sintomas ansiosos. Cabe ao psicólogo, juntamente com toda equipe de saúde, dar informações ao paciente sobre os procedimentos e escutar seus medos e ansiedades com a finalidade de diminuí-la, proporcionando, assim, para o paciente e seu familiar maior segurança e tranquilidade.

Os comportamentos denotativos de ansiedade se dividem em físicos e psicológicos e variam de leve até intenso grau de aversão; eles podem ser generalizados, tornando-se extremamente desagradáveis e desadaptativos, o que pode levar as pessoas a auto administrarem doses de medicamentos para aliviar essa emoção.

As manifestações físicas são: aumento da frequência cardíaca, palidez, tensão muscular, alterações digestivas, e no sono bem como na função sexual, mudança no peso, dermatoses, baixa resistência a infecções, quadros alérgicos e queda de cabelos. Os sintomas psicológicos são: tendência ao autoritarismo, sentimento de perseguição, aumento do consumo de álcool, cigarros e drogas, isolamento e introspecção, queda da eficiência, irritabilidade, desmotivação, baixa concentração e organização, depressão e sensação de incompetência.

Porém, os pacientes em diálise tendem a apresentar resistência ao tratamento psicológico e psiquiátrico, atribuindo o fato de serem muito medicados e de usarem a despeito de suas características de personalidade e da negação como mecanismo de defesa para enfrentamento dos conflitos psicológicos.

Cabe o psicólogo além de expor os benefícios do atendimento psicológico ao paciente, utilizar técnicas especificas para amenizar os sintomas advindos da ansiedade. Em estudo realizado por Martins, 2007 mostra que técnicas comportamentais cognitivas podem contribuir para redução da ansiedade em pacientes renais crônicos submetidos a hemodiálise.


FONTE: Fundação Pró-Rim.

Por Geison Oliveira.

24
Jul10

Superar o Medo de Voar

Fernando Neto

 

Viagem de férias – Portugal -  Faro, Inglaterra – Stanstead.

 

Depois de ter descoberto o segredo da “amarguinha”, (o tal ansiolítico, diazepam, segundo alguém que teve a gentileza de me explicar, que foi o sr. Miguel Salazar (Cirurgião Vascular).

Este comprimido que foi me dado quando entrei um pouco em pânico no início de fazer a operação para a fistula e fiquei muito admirado com os resultados, agora já ninguém me pára, amarguinha para aqui amarguinha para ali! A minha vida está resolvida. lol

 

Não levem isto a sério pois estes comprimidos têm vários efeitos secundários e disseram-me que se pode ficar viciado se os tomarmos com muita frequência e por uma longa duração. Por isso recomendo que sejam tomados só em caso de necessidade, aliás só os conseguem obter (legalmente) através de receita médica.

 

O médico recomendou-me a tomar os comprimidos com um certo tempo de antecedência da entrada para o avião, mas não muito cedo pois derivado ao efeito sonolento, podia dar-me pancada para dormir e eles não me deixariam entrar no avião naquele estado.

 

Ao entrar no aeroporto comecei a ficar um pouco nervoso, mas fiz o check-in e lá entramos, para o air-side.

O meu sistema nervoso só piorou quando me chamaram para entrar no avião e ai tive que tomar mais uma metade, até agora vou só num comprimido inteiro.

 

Eu já tinha preparado 4 metades e o máximo que se pode tomar são 6 comprimidos de uma só vez se não estou enganado! Depois fiquei um pouco nervoso na fila dentro do corredor para entrar para dentro do avião e lá foi mais outra metade, (um comprimido e meio). Finalmente as ondas de pânico vieram á superfície quando o avião começou a andar, esta parte aqui já eu estava à espera, foi quando entrei em pânico na ultima vez.

 

Então tomei mais uma metade, (dois comprimidos) e foi o suficiente. Fiquei bem, fiz a viagem bem, um pouco nervoso mas não com medo e apesar dos comprimidos darem sono eu estive acordado até bem tarde nessa noite, acho que o sistema nervoso superou os efeitos secundários do medicamento.

15
Jul10

Hemodialise em Férias na Inglaterra

Fernando Neto

Ferias em Inglaterra

 

Duas semanas se passaram e mais uma fase interessante na vida! Obstáculos foram ultrapassados, objectivos conseguidos, tudo muito positivo.

 

Fui passar duas semanas de férias na Inglaterra, país em que vivi 13 anos e já não visitava há 5 anos.

Primeira coisa a fazer seria saber como tratar da papelada para poder fazer hemodiálise ( HD) nesse pais. Falei com o medico nefrologista e ele pediu-me que me informa-se de qual a clínica mais próximo aonde eu iria ficar. Uma pequena busca na internet através da associação inglesa de Insuficiência renal e fiquei a saber da unidade mais próxima, depois telefonei a essa unidade e disseram-me que existia uma coordenadora para esses serviços. Muito simpáticos, deram-me o numero de telefone e através desta coordenadora foi verificado se havia alguma vaga e em que dias seria possível fazer HD.

 

Pediram um numero de fax ou email e enviaram-me um documento para eu e o medico preencher. Da minha parte foi pedido o meu nome, morada, idade, morada para onde iria ficar de férias e a outra parte preencheu o medico com resultados das minhas analises tempo de diálises, tipo, tamanho de agulhas e foi preciso fazer um ultimo teste do vírus MRSA, os inglese andam inundados com este vírus nos hospitais, aparentemente por falta de higiene dos funcionários e pacientes, falha em lavar as mãos mais frequentemente, agora na entrada de qualquer unidade têm desinfectante.

 

Após isso os documentos foram enviados por fax e pronto, problema resolvido, dia e a hora do turno de diálises marcado, agora só falta encontrar coragem e conseguir entrar dentro do avião.

Foi muito mais fácil do que eu imaginava.

 

Fica aqui o nome e contacto da coordenadora de Londres, se forem para outra localidade talvez ela lhes possa ajudar!

 

ANN GRANGER  -  Tel: 00 44 207 3777 000,  fax: 00 44 207 3777 114, email: ann.granger@bartsandthelondon.nhs.uk

 

Boas férias!

11
Jul10

Medo de Voar de Avião

Fernando Neto

Fobia -  Voar de Avião

 

A última vez que eu entrei num avião já foi há mais ou menos 3 anos atrás.

Até essa altura nunca tive problemas nenhuns de voar ou fobia nenhuma que eu me tivesse apercebido!

Mas desta vez a coisa foi diferente. Ofereceram-me como presente de anos, meus e da esposa dois bilhetes para ir ver os Police actuar ao vivo no estádio de Twickenham.

 

Duas passagens de avião e estada no hotel de 4 estrelas em Richmond. Com isto tudo pago só faltava o mais fácil, reservar os dias de férias e entrar no avião.

 

O entrar no avião, isso eu consegui, mas como a minha saúde naquela altura não estava muito boa (o tratamento não andava a funcionar muito bem), para além disso houve uns problemas com os bilhetes e tive que andar a correr de um lado para o outro dentro do aeroporto de Faro e a correr fui para o avião.

 

Estava um dia de calor, saúde a 50% dentro do meu normal e quando parei das correrias estava sentado no avião. Foi aí que os calores começaram a subir, eu a sentir-me muito quente e comecei a sentir-me mal e cheio de calor, mesmo depois de ter despejado um garrafa de água fria sobre a cabeça, mas mesmo assim não serviu de nada! Tentei me distrair a ver se lia a revista que tinha comigo, ainda tentei concentrar-me no traseiro da bonita hospedeira, mas não serviu de nada, o caso estava mesmo MAL!!!

 

Quando começo a ver o avião a movimentar-se comecei a fazer as contas das 2 horas e 30 que iria ter que ficar ali dentro, com aquele calor, sem poder me mexer daquele banco, ainda pensei que poderia ir à casa de banho e jogar água fria para cima da cabeça para refrescar as ideias, mas depois pensei no espaço reduzido que as casa de banho dos aviões têm e a ideia não ajudou !!  – a resposta vinda do cérebro foi que NÂO, não iria dar para estar ali! Tens que sair, E È AGORA!!!!

 

Chamei a hospedeira e ela ainda tentou ver se me dava a volta, a falar muito calma e docemente, mas a coitada nunca iria ter hipóteses nenhumas disso, pois eu disse-lhe – Olhe, essa conversa é muito bonita mas o avião CONTINUA a deslocar-se para a pista!!!

O piloto foi informado e o avião lá teve que parar, trazer as escadas e tirar a bagagem e a máquina de diálise peritoneal. Eu saí do avião em lágrimas e a pedir desculpa aos outros passageiros, os nervos já me tinha dominado completamente.

 

No fim das contas fui de carro para Inglaterra, mas apanhei um susto tão grande no avião que até de carro não foi fácil viajar e nem no barco para atravessar o canal da Mancha,

 

Depois daquela viagem toda atravessando a Espanha e a França toda, chego a Calais e começo a olhar para aquele barco da travessia, mais os 60 minutos para chegar ao outro lado e as ondas de pânico subiram à superfície. A Carla nesta altura disse-me que eu iria entrar naquele barco ou a bem ou a mal!  Lol

 

Mas com a determinação da esposa e um pouco de força de vontade, consegui!

Foram boas as férias e para cá não foi tudo a 100% mas já foi mais fácil

07
Mai10

Reacções Iniciais após diagnóstico

Fernando Neto

Se foi recentemente diagnosticado com deficiência Renal Crónica, é normal sentir-se um pouco chocado com a notícia sobre o que lhe está a acontecer e preocupado com o que futuro da sua vida! Nesta fase inicial pode ainda ter um período de anos, meses ou semanas até que o rim deixe de funcionar o suficiente e que tenha de começar em tratamento de diálise ou possível transplante.

 

Algumas pessoas conseguem passar anos sem notar qualquer problema com o seu corpo, pois infelizmente esta doença costuma ser lenta e desenvolve-se gradualmente, sem nós darmos por isso. Os sintomas vão aparecendo e nós conseguimos arranjar qualquer desculpa para a razão destes mesmos, como o excesso de cansaço que vamos sentindo, o facto de não termos tanta energia, possíveis dores de cabeça, o urinar mais frequentemente e à noite. É quando o doente começa em diálise, que a maioria das pessoas consegue notar o pobre estado físico em que se encontrava antes de começar a fazer o tratamento, pois o tratamento vai ajudar a melhorar o seu estado físico e mental!  

 

Este texto tenta ajudar a compreender as emoções e o stress que está a passar, (que são totalmente normais), como doente, membro da família ou amigo próximo.

 

 

Reacções Iniciais

  

Após sermos diagnosticados com Insuficiência Renal Crónica (IRC) (ou qualquer outra doença crónica), as pessoas tipicamente passam por um certo número de fases, que pode ocorrer uma a seguir da outra ou por ordem diferente ou ainda misturarem-se umas com as outras.   Algumas pessoas ultrapassam estas fases totalmente, outras pensam que já ultrapassaram essa fase para depois voltarem novamente à mesma fase mais tarde.

Isto faz simplesmente parte de um processo para nós entrarmos em harmonia com os acontecimentos que nos estão a ocorrer. Apesar do muito stress causado por este processo, é perfeitamente normal passarmos por estas fases.

 

    1.  Choque - (Shock) primeiro o paciente (ás vezes também os familiares e amigos próximos) entram em estado de choque, sentindo-se como que este assunto não lhes dissesse  respeito (não devem estar a falar de mim, é engano), como se estivessem a observar a vida como um filme e não a fazer parte dela. Este estado de choque pode ter uma duração curta como pode durar por várias semanas.

    

    2.  Dor, Sofrimento Profundo - (Grief)  Este sofrimento ocorre quando a realidade da situação é reconhecida (frequentemente costuma aparecer depois do choque). Nesta fase a pessoa começa a reagir ás noticias que lhes foram dadas, muita das vezes com uma sensação de abandono, falta de energia, a sentir-se perdido/a no meio de tudo, desesperado/a e aflita, incapaz de tomar decisões. Os doentes, familiares e os amigos mais próximos sentem-se completamente dominados pela realidade e torna-se difícil de pensar em algo positivo ou de poder planear alguma coisa.

 

   3.   Rejeição -(Denial)   Uma reacção muito comum quando recebemos notícias sobre uma doença grave, é de rejeitar, negar a existência dessa mesma doença ou as suas implicações. Por um lado é positivo conseguirmos colocar a doença lá para um cantinho da mente e continuarmos com a nossa vida normal, em vez de ficarmos a mastigar mentalmente sobre a doença. Rejeição é mau quando nos faz começar a não ligar a nós próprios, a não tomar cuidado com a nossa vida, como por exemplo: - deixar de tomar os medicamentos, não seguir conselhos de dieta adequada á nossa situação e falhar ás consultas. Esta atitude pode impedir um melhor planeamento para o futuro.

 

   4.  Revolta, Raiva, - (Anger)   É muito normal este sentimento aparecer nos doentes ou nas pessoa mais próximas. Ás vezes temos a sensação de que existe alguém a culpar e fazer com que essa pessoa reconheça que cometeu um erro. Os pacientes muitas vezes direccionam essa raiva contra o médico de família, quem eles pensam que poderia ter prevenido que o rim deixa-se de funcionar, se tivesse feito um diagnostico mais cedo. É uma situação em que não se deve atribuir culpas, por isso torna-se difícil encontrar alguém ou algo para podermos direccionar esta raiva. Uma das coisas que pode ajudar a sair desta fase é conversar com diversas pessoas e exteriorizar os seus medos.

 

   5.  Culpa  (Guilt) - Muitas vezes os familiares, amigos ou mesmo o doente ficam com esta pergunta por responder: - O que é que eu fiz de errado? Ou o que é que eu fiz para merecer isto?   A resposta é simples - NADA.

Ás vezes há um sentimento nos pacientes, que os faz sentir como que desapontaram todos as pessoas mais próximas (esposo, filhos, família, amigos), por terem ficado doentes. Têm receio de se tornarem um fardo e alterar a vida dos que estão em seu redor. Certamente de uma forma ou outra a doença vai afectar essas pessoas mais próximas, mas a pergunta que deve fazer é: - Como é que eu reagiria se a situação fosse invertida?   Eu de boa vontade e afectuosamente iria apoiar o meu esposo e não iria querer que ele se sentisse mal por o que lhe está a acontecer.

 

 

   6.  Aceitação  (Acceptance) - gradualmente as pessoas aproximam-se da realidade e começam a aceitar aos poucos , em passos pequeninos o que lhes está a acontecer, podendo assim começar a adaptar a sua vida e forma de pensar sobre a sua nova situação e circunstâncias. Quanto mais informação tiver sobre a sua doença e como viver com ela, mais fácil será de começar a aceitar a sua  nova situação.

 

MEDO e STRESS derivam em parte de insegurança financeira, particularmente se tem família que depende do seu ordenado.

Deve procurar assistência e informar-se dos seus direitos.

 

Alguns sites onde pode encontrar alguma informação:

 

  http://www1.seg-social.pt/

 

   http://www.apir.pt/

 

 

(este texto é traduzido por mim, com a ajuda de uma amiga na correcção do português.

Espero que o consigam entender e que a mensagem seja compreendida.   O site de onde tirei esta informação foi de um site inglês, mas ainda não consegui descobrir a sua fonte pois estes documentos foram impressos).