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Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

10
Set11

Resposta ao comentário do Tiago! Hemodialise ou Peritoneal

Fernando Neto

Resposta ao comentário do Tiago!

Comecei a responder ao Tiago e quando dei por mim o texto já estava bem grande, por isso resolvi que seria melhor colocar aqui como "post". O Verão ainda não acabou apesar dos dias de chuva mas espero que esteja a gozar a vida o melhor possível e conseguir superar as dificuldades!

 

Olá Tiago!
Agradeço imenso pelo apoio e fico muito contente por poder ajudar em alguma coisa!

 

Eu escrevi um post sobre a comparação entre as duas diálises. Dizer que uma é melhor do que a outra, para mim é um pouco difícil, temos que comparar os benefícios e as dificuldades das duas, depois escolher a que melhor encaixa com o nosso estilo de pessoa e vida.
O que eu gostei da Peritoneal principalmente pelo facto de se poder fazer no conforto da nossa casa, fora do ambiente hospitalar, eu senti que tinha mais controlo da minha vida.

Existem algumas coisas "não tão boas" como termos que nos habituar a ter liquido na barriga, um cuidado especial com a zona do cateter para não criarmos infecções, o facto de termos um tubinho a sair da barriga, no ponto estético, as senhoras parece que este ás vezes é um problema de maior, pois complica sobre a escolha do que vestir e fato de banho para ir à praia e também uma pequena dilatação do abdómen derivado a ter que se adaptar a mais 1 ou 2 litros de liquido naquele espaço. Para uns isto não são problemas, mas para outros são problemas enormes, por isso o ser difícil eu estar aqui a dizer que esta é melhor do que a outra. Existem também benefícios, na questão da alimentação temos maior liberdade na alimentação pois o tratamento é diário. Esta diálise não é nenhum paraíso. Há pessoas que se adaptam bem e outras que têm continuamente problemas. Dores abdominais quando tiram o liquido da zona abdominal, dores nas articulações, uma constante sensação de barriga inchada (derivado ao liquido na barriga), as infecções são o nosso pior inimigo.

 

Resumindo, como tudo na vida, quando a diálise peritoneal corre bem é uma alegria, nós vamos para a cama, ligamo-nos à maquina, ficamos a dormir e acordamos de manhã com o tratamento feito, espectacular! Se fosse sempre assim era o máximo, esse dias são lindos até nos esquecemos de que temos uma doença, o chato é as complicaçõezinhas que vão aparecendo, aí é que é preciso muita paciência e força de vontade para andar para a frente e não nos deixarmos ir a baixo mentalmente. Mas posso dizer que  o mais chato para mim nesta doença são os extras que esta doença trás e que de vez em quando vão aparecendo para nos desafiar, é um constante teste de força de vontade e um teste à nossa vontade de viver è aqui que eu me preocupe mais, pois vai depender muito do tipo de pessoa que nós éramos e de que pessoa nos tornamos. Quero eu dizer com isto que se éramos uma pessoa negativa e que encarávamos os nossos problemas de uma forma negativa, de certeza que vamos a baixo agora com esta nova bagagem, tão pesada, se por outro lado tínhamos uma forma de encarar os obstáculos da vida de uma forma mais positiva, irá ser mais "fácil" conseguir superar os problemas que nos vão surgindo. às vezes o problema maior não é a doença mas sim a nossa forma de encarar a doença na nossa vida. Parece muita filosofia mas eu penso que "enquanto a cabeça nos dizer para seguir em frente o corpo vai, agora quando a cabeça diz que não quer ir mais, aí já se torna muito mais difícil!" (para toda a regra existe uma excepção) 

 

(Os extras que vão aparecendo nesta doença! Imaginemos um carro em que decidimos colocar combustível que não esteja bem filtrado, com sujidades e outras partículas que não deviriam lá estar, de certeza que vamos ter problemas mais tarde ou mais cedo, o carro não vai funcionar como deve ser. assim me parece esta doença!) Espero que o exemplo não tenha confundido ninguém!  lol

 

Mas apesar disto, eu em 5 anos tive 4 infecções e 2 delas trouxe do hospital quando fui re colocar o cateter, o meu tinha a tendência de andar sempre a fugir do seu lugar, é difícil fixar o cateter. Já ouvi dizer que existem melhores cateteres mas que em Portugal ainda não temos esses que têm um género de uma âncora. Muita gente fala que foi avisado para não tomar banho ou não ir para a piscina. Eu nunca segui essas regras e como vivo no Algarve não podia deixar de ir para a praia ou dar uns mergulhos na minha piscina. A água do mar a mim fazia bom efeito, pois era quando a zona do cateter estava em melhores condições. Mas cada um é como é, não estou para aqui a dizer que vão tomar banho e nada acontecerá! É uma decisão que cada um tem que tomar, desde que tenha conhecimento das possíveis consequências, tenho 3 gatos em casa e dormiam comigo na cama e nunca tive infecções derivado a isso. Mas como tudo na vida não é aconselhável estar a aumentar as hipótese de risco, pois quem vai sofrer com isso somos nós.

Só o facto de eu hoje perder 9 horas por dia, 3 vezes por semana só para a hemodiálise, viver aquele ambiente hospitalar, aturar certos enfermeiros (dependendo da sua disposição nesse dia), certos médicos que não deviam estar em contacto com o público mas sim num escritório somente a lidar com máquinas, coloca a Peritoneal no meu caso bem lá em cima!

Volto a referir, essa comparação e decisão tem que ser feita pelo próprio! Digo isto pois quando as coisas não correrem muito bem, não vamos logo a fugir culpar quem nos aconselhou! Aliás não há ninguem para culpar, são coisas da vida e que ninguem consegue adivinhar. Uns conseguem ter uma dialise sem chatices nenhumas e outras pessoas estão constantemente com problemas. Como é que vamos explicar isto!?

13
Mar11

Doentes Renais

Fernando Neto

Olá a todos!

 

Espero que o ano 2011 esteja a ser um ano bom! Quando eu digo BOM quero dizer: - um ano bom, dentro das circunstâncias, um ano em que todos os obstáculos que tenham ou que venham a surgir, principalmente que tenhamos força (física e mental), mental primeiro, sem força mental, não vamos a lugar nenhum! Como dizia: - que tenhamos força para superar e enfrentar os diversos obstáculos que esta doença tráz consigo. O mais importante é não nos deixemos arrastar e que irmos buscar força aonde seja possível. Essa força podemos encontrar em nós próprios, em amigos, na família, num grupo, na natureza, nos animais, nas plantas, na fé, na religião (se precisarem de exemplos eu explico melhor noutra altura, lol). Na minha opinião temos que acreditar em nós próprios e não termos problema em PEDIR ajuda. Nós portugueses na nossa sociedade, não temos muita facilidade em "pedir ajuda". Gostamos imenso de guardar os problemas bem cá dentro e se esses problemas forem GRANDES então ainda mais os escondemos. Temos amigos mas não os queremos chatear com os nossos problemas, pois eles já têm problemas suficientes para se preocuparem. Não queremos que tenham pena de nós, nem que constantemente nos estejam a relembrar da doença que temos. Às vezes com pequenos comentários, mesmo com a melhor das intenções acabam por nos afectar psicologicamente mas, se são nossos amigos nessas alturas devemos explicar o que nos afecta, o que não gostamos que nos digam e porquê, dizer o que nos preocupa e quais os nossos medos e receios. Só assim teremos melhores amigos, capazes de nos entender e de nos apoiarem naquilo que precisamos.

 

Com isto tudo parece que pretenço a alguma religião e estou para aqui a pregar. Mas, às vezes sinto isso nas pessoas com que eu falo e que sofrem desta doença. Sinto que muitas não têm ninguém para conversar sobre as coisas mais banais desta nova forma de vida, desta NOVA forma de viver. Eu penso que o problema de um doença que seja crónica isto é, "para o resto da vida" prossupõe alguma saturação e ansiedade. Após alguns meses com esta doença, o assunto, as conversas, as preocupações, os receios, as visitas ao hospital, os cateteres, as fistulas, as míni cirurgias, os vários exames, testes, análises, raio-X, consultas, emergências, testes anuais, testes mensais, comprimidos, comprimidos para acalmar a causa dos outros comprimidos, efeitos secundários, cada vez que abrimos a boca temos que pensar o que estamos a comer ou beber, enfim! Como esta doença não é fácil passar o dia sem nos lembrarmos que estamos doentes. Nós bem tentamos e por isso é que conseguimos ter um sorriso na cara, mas nem todos conseguem, nem vou exigir ou pedir que todos tenhamos que sorrir, mas temos que viver e já que cá estamos, mais vale sorrir que andar triste, para isso já temos o sistema politico actual. Para quem está alegre na vida, existe o IRS, o preço dos impostos, combustíveis, bens essenciais, todo um sistema a trabalhar para a tristeza do país. Portanto, não precisam da doença para ficarem tristes e à que procurar energias e encontrar aquele sorriso que os nossos amigos conhecem e que gostam ver. Já agora convêm mencionar que uma boa choradeira, de vez em quando, também é necessário e faz falta ao nosso sistema. É importante libertarmos a pressão e as lágrimas fazem isso mesmo. Filosofia da batata, mas por outras palavras o chorar ajuda a descarregar as emoções negativas e não acumular todo esse nervosismo e negativismo dentro de nós. Há que deitar para fora e talvez uns minutos depois nos iremos sentir melhor. Atenção que eu não disse quantos minutos iriam ser necessários, varia de pessoa para pessoa, um dia tem 1440 minutos, por exemplo.

 

Voltando à conversa inicial, o que eu queria acabar por dizer , é que noto que para quem tem um problema que se prolonga durante anos, aos poucos vai saturando a paciência dos que nos rodeiam, ou pelo menos não os queremos estar a chatear "outra vez" com os nossos problemas, porque muitas vezes se tornam repetitivos, apesar de cada vez que acontecem, nós ficamos preocupados com essas situações e as suas consequências e não queremos parecer um disco riscado.

 

Esta conversa para algumas pessoas talvez não tenha sentido nenhum porque todos somos diferentes e estamos em circuntâncias diferentes, mas é um algo que acontece frequentemente. Existe um silêncio estranho entre os familiares, parece que esgotaram o assunto.

 

Desejo para todos um bom dia e que consiguam serfelizes dentro das circunstâncias! Conversar com os mais próximos de nós é muito importante, não se isolem e temos que tentar ao máximo viver e tirar desta vida tudo o que é positivo!

 

PS. Se alguem quiser fazer algum comentário sobre esta minha conversa, estejam à vontade. Criticar é positivo!

 

UM BOM DIA

 

Fernando Neto

15
Dez09

Os Rins e a sua função

Fernando Neto

Os rins são como uma máquina de limpeza do sangue que funciona 24 horas por dia.  Filtram o seu sangue e formam a urina que se acumula na bexiga até urinar.   A maioria das pessoas desconhece quais as funções dos rins e a sua importância até que algo começa a correr mal.

 

Os rins:

 

--- Removem resídios do sangue -À medida que o corpo funciona vai produzindo resídios que necessitam ser removidos.  Os rins são os "recolhedores de lixo" e removem todos os detritos na forma de urina.

 

--- Removem o excesso de líquidos - Os rins eliminam o excesso de água do organismo.

 

--- Controlam os níveis de minerais - Os rins regulam os níveis de importantes minerais como o sódio, o potássio, o cálcio e o fósforo.

 

 

--- Produzem hormonas - Os rins produzem hormonas que ajudam a controlar a tensão arterial.  Também colaboram na produção de glóbulos vermelhos, que ajudam no transporte de oxigénio para todo o corpo.  Os rins produzem ainda a vitamina D, que colabora na formação e manutenção dos ossos.

 

Qual a frequência da doença renal crónica?

 

 --- Estima-se que aproximadamente 1 em cada 10 adultos sofre de doença renal crónica.

 

--- Em Portugal existem cerca de 14 000 doentes com a forma mais grave de doença renao crónica, ou seja a necessitar de diálise ou transplante de rin.

 

Quais as pessoas com risco de ter doença renal crónica?

 

Qualquer pessoa pode sofrer, embora seja mais frequente nos idosos, nas pessoas com diabetes, hipertensão arterial de longa data, obesidade, com algumas doenças heriditárias ou que têm antecedentes familiares de doença renal.

 

 

(texto retirado do panfleto de informação do Hospital Distrital de Faro com o apoio da Roche e Sociedade Portuguesa de Nefrologia (www.spnefro.pt)

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