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Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

Sou doente renal

O meu nome é Fernando, este blog é um pouco da minha experiência pessoal em Dialise Peritoneal e Hemodialise. Facebook Grupo DOENTE RENAL & Paciente Renal. O meu email é Fernandoneto67@sapo.

01
Abr10

Reposição do Cateter

Fernando Neto

 

Como o cateter não fica fixo em lugar nenhum na cavidade abdominal, no meu caso, com o movimento normal dos intestinos o cateter mudou de posição e subiu um pouco. Com esta mudança de posição o tratamento deixou de funcionar. Esta já é a quarta vez que isto acontece, e então para quem vive no Algarve significa mais uma viagem a Lisboa, no meu caso já fiz duas visitas ao hospital Sta. Cruz, onde o medico cirurgião tenta recolocar o cateter na posição correcta. Um pouco inconfortável, e umas sensações estranhas nesta experiencia, mas os resultados são que podemos voltar ao tratamento e a uma certa normalidade, o meu azar é que cada vez que venho do hospital, trago uma infecção do peritoneu, que depois traz mais umas “dorezitas” na barriga, mais tratamento com antibiótico e mais retarda o processo a voltar a uma certa normalidade.

 

Em Julho de 2009 voltou o mesmo problema do cateter mudar de posição. Informei o médico que na semana passada não estava a conseguir fazer o tratamento completo e que estava a absorver líquidos. Como sempre tentou-se tudo e mais um pouco para ver se ele voltava ao lugar, isto com medicamentos para limpar os intestinos, caminhadas, só faltou fazer o pino, passei a fazer diálises peritionial manualmente, nada resultou e entretanto passou-se mais uma semana. Depois foi decidido que seria melhor tirar este cateter para fora e colocar um novo na posição correcta, e assim foi!

Entretanto nestas duas semanas o meu peso foi aumentando, e já tinha 7 kg a mais de liquido, o que dificultava-me o andar, sintomas parecidos aos das mulheres grávidas (nunca passei por isso mas ouvi dizer), pernas e tornozelos inchados, dificuldade a andar, mas o pior era dificuldade em respirar, os pulmões eram como se tivesse uma enorme bronquite, pesados e respiração muito curta.

Foi decidido que teria que fazer Hemodiálises até que a situação abdominal estivesse pronta para ser utilizada, mais ou menos por duas semanas.

Mais um furinho no pescoço. Foi-me colocado um cateter no pescoço para fazer hemodiálises. Dia sim, dia não, 3 vezes por semana. Comecei a fazer a hemodiálises durante 1 hora pela primeira vez e foi aumentando 30 minutos nas próximas até chegar ás 3 horas diárias.

 

Da terceira vez que o cateter resolveu mudar de morada, foi decidido que o melhor era tirar este para fora e colocar um novo, e assim foi, com estas trocas todas, lá vem o cateter no pescoço para poder fazer hemodiálises, isto dura mais ou menos 2 semanas e meia, até poder começar a meio vapor a diálises peritoneal e uma semana mais tarde então estamos a fazer o tratamento como deve ser.

Por azar meu este novo cateter, não gostou da posição em que estava e em dois meses resolveu esconder-se junto ao fígado. Desta vez resolveu-se fazer a reposição no hospital de Faro (a minha segunda casa). Anestesia geral e foi feita uma operação, da qual eu já não me lembro do nome, mas sei que foram feitos 3 furinhos na barriga, um para a verem o que se passava e os outros dois para manipularem o cateter, isto tem um nome mas eu não me lembro. Voltamos à mesma história do cateter no pescoço, 3 semanas para recuperar da operação, tratamento depois a meio gás e finalmente o tratamento completo. Quando eu digo “tratamento a meio gás” é porque as quantidades de liquido para o tratamento são reduzidas.

Agora felizmente já esta tudo dentro do normal!